Repórter: Manoel Freitas
Edição: Silvana Miranda
 
Ontem, depois de três dias acampados no gabinete do prefeito Humberto Souto, os professores, exaustos, em assembleia decidiram desocupar. A emoção marcou o instante. 
 
Do lado de fora, uma multidão aguardava, principalmente, as quatro mulheres do sindicato que dormiram sem conforto algum no terceiro andar para marcarem posição em relação à decisão de só retomarem o ano letivo se receberem o mês de dezembro de 2018 e rescisões.
 
Foi muito mais que uma prova de fogo: não puderam carregar os celulares nas  tomadas da Prefeitura, e, mais ainda, foram obrigadas a fazerem suas necessidades fisiológicas nos vasos ornamentais.
 
A guarda municipal não permitiu a certa altura sair do recinto para ir ao banheiro e retornarem. Com o ar condicionado ligado, precisaram de ajuda de Pastoral que cedeu cobertores. 
 
Do lado externo, as barracas também foram desarmadas. Na terça-feira, nova assembleia decidirá os rumos do movimento. Na saída, os manifestantes contaram com o apoio de apenas três vereadores, Daniel Dias e Rodrigo Cadeirante e Oliveira Lêga.