(Foto PMMG/COMAVE).
Repórter: Silvana Miranda 
Edição/texto: Jardel Gama 
 
A corrida contra o tempo começou na tarde desse sábado(9). Logo após o seu nascimento, em Nanuque-MG, no Vale do Mucuri, a pequena H. teve problemas no sistema digestivo e precisava, urgentemente, ser transferida para Governador Valadares-MG ( a 300 quilômetros/4 h de viagem - por terra). Na Cidade, no Leste do estado a bebê receberia transfusão de sangue e os cuidados especializados necessários. 
 
Simultaneamente, em Medina-MG, um bebê, menino, com apenas 1 dia de vida e, até então, sem nome, precisava ser deslocado de Medina-MG, no Baixo Jequitinhonha, para Diamantina-MG, no alto Jequitinhonha( distância de 445 km/5h e 50 de viagem - pela estrada). Lá, receberia os cuidados intensivos necessários para permanecer vivo após nascer prematuro.
 
Providência necessária
 
Neste momento de tensão, a Secretaria de Estado de Saúde teve de tomar uma decisão de urgência: montar uma ‘Operação de Guerra’, pois a vida dos recém-nascidos corriam risco iminente de morte. Imediatamente, duas equipes de pilotos da Polícia Militar de Minas Gerais foram acionadas e, dois aviões King Air C90, de Belo Horizonte e de Teófilo Otoni, preparados para prestar o socorro aéreo - bem mais eficaz naquele momento de angústia para as famílias.
 
Enquanto os militares da PMMG preparavam-se para decolar de BH, as equipes médicas do SAMU CISNORJE, consórcio formado entre as cidades do Nordeste de Minas Gerais, iniciaram o deslocamento dos bebês até os aeroportos mais próximos onde poderiam embarcar, nos aviões, e serem transportadas com maior velocidade. 
 
Enquanto a criança permanecia estabilizada, na ambulância, a primeira aeronave a decolar em direção ao salvamento, o Avião Pégasus 16 (King Air C90), pousou em Teófilo Otoni (a 159 km de Nanuque, 2h10 de viagem por terra) uma hora depois, já durante a noite do sábado (9). O pouso se deu às 20:15. Foi necessário ligar as luzes da pista para que o pouso fosse realizado. Num trabalho em conjunto, médicos e enfermeiros do SAMU de Nanuque, de ambulância, chegavam, simultaneamente, ao local, transportando a pequena H. e seus pais. Imediatamente, a equipe médica do SAMU Teófilo Otoni e o pai da criança embarcaram no avião da PM e foram transportados para Governador Valadares, onde outra equipe médica do SAMU, agora de Governador Valadares, e uma ambulância, também fornecida  pela Secretaria Estadual de Saúde, aguardavam para receber a bebê e levá-la até o hospital onde seria atendida. 
 
O segundo avião a decolar foi o Uhsus 12 (King Air C90), que se deslocou até a cidade de Araçuaí( a 118 km/1h e 30 pela rodovia). A equipe pousou no local após 50 minutos de voo, já ao anoitecer, por volta das 18:30 enquanto as equipes médicas do SAMU trabalhavam para manter a criança viva durante o deslocamento de Medina até a pista de pouso. Devido à necessidade de atendimento da criança durante o deslocamento por terra, a equipe chegou ao aeroporto já na madrugada de domingo, por volta de meia noite e foi embarcada na aeronave para transporte até a cidade de Diamantina, um voo que durou cerca de uma hora. Para possibilitar o pouso no aeroporto de Diamantina, uma viatura da PM foi usada para ajudar a iluminar a pista. Logo após o pouso, o pequeno bebê com um dia de vida foi embarcado em uma ambulância do SAMU Diamantina e levado para o hospital para receber mais cuidados médicos. 
 
Disponibilização do serviço de urgência
 
Durante a manhã de sábado(9), o avião Pégasus 12 também transportou para Montes Claros duas equipes médicas do MG Transplantes, que captaram um coração e um fígado para serem transplantados em BH. Após o pouso do avião da PM na Pampulha, um helicóptero da PM levou o coração do aeroporto até o Hospital JOão XXIII onde foi implantado.    
 
O uso compartilhado de recursos do Estado e a parceria entre os órgãos permite um atendimento rápido e eficiente ao cidadão mineiro.    
 
As aeronaves e pilotos da PMMG e as equipes do SAMU/Saúde permanecem de prontidão para prestar apoio aos mineiros em todo o Estado de Minas Gerais, 24 horas por dia, 7 dias por semana. 
 
Os aviões da Corporação Militar são usados no conceito multimissão, para cumprir missões aéreas de transporte de tropas, insumos de defesa civil, órgãos vitais, enfermos, etc.
 
Na operação de salvamento dos bebês mineiros, foram empregados 4 pilotos militares, dois aviões da PM, viaturas policiais, ambulâncias do SAMU e cerca 12 médicos e enfermeiros.