Por:   Rodrigo Rodrigues
Foto: Reprodução
 
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (7) um número de blocos de rua 25% menor do que os inscritos inicialmente para participar do carnaval deste ano. O total passou de 865 para 644. Já a previsão de desfiles caiu de 960 para 678 (um bloco pode desfilar mais de uma vez).
 
O novo balanço foi apresentado em uma reunião fechada com os produtores de blocos, convocada pela prefeitura para apresentar o plano de ação do evento. (veja mais informações abaixo)
 
Em janeiro, a administração municipal já havia informado algumas desistências de blocos, e tinha dito que o número oficial era de 786 blocos em 861 desfiles. Embora o valor divulgado nesta sexta seja menor, ainda deve bater o recorde em relação a 2019, quando 464 blocos saíram em 490 desfiles.
 
Mais cedo, a prefeitura também divulgou a lista oficial dos blocos, mas a página contém alguns erros em datas e desfiles.
 
Segundo os organizadores dos blocos, um dos principais motivos para as desistências é a dificuldade para conseguir patrocínio. Mas os representantes também reclamam de problemas com a Prefeitura de São Paulo na organização do evento.
 
Além dos número de blocos, a Prefeitura anunciou que a cidade vai ter 8.200 policiais militares trabalhando na cidade diariamente, nos oito dias de desfile. Além de 1.821 guardas civis metropolitanos (GCMs). O número é inferior aos 10 mil policiais por dia, que haviam sido informados ao G1 pela Polícia Militar.
 
Uma novidade da operação de segurança é que haverá seis torres de observação da polícia nas avenidas onde acontecem os maiores desfiles.
 
No que diz respeito à saúde dos foliões, a cidade terá 100 ambulâncias por dia espalhadas pela cidade, além de 20 postos médicos de atendimentos, que serão usados de base para os foliões. 40 hospitais estarão integrados para receber possíveis feridos ou atendimentos de emergência.
 
No trânsito, 496 agentes da CET vão trabalhar diariamente para a organização, fechamento e liberação das ruas de desfiles.
 
Para combater o assédio e a violência contra mulheres, crianças e LGBTs, a prefeitura disponibilizará 22 tendas de acolhimento com assistentes sociais, voluntários e psicólogos.
 
Apesar de ainda não ter contratado as empresas prestadoras de banheiros químicos, já que o pregão eletrônico foi agendado apenas para 10 de fevereiro, a prefeitura promete 2.750 unidades diárias espalhadas pela cidade (2.500 banheiros normais e 250 para portadores de necessidades especiais).
 
Para a limpeza das ruas, a prefeitura promete disponibilizar 2.947 agentes de limpeza atuando diretamente no recolhimento do lixo, na varreção e na lavagem das vias, com o auxílio de 56 veículos de coleta e 505 containers de lixo espalhados pela cidade.