Reporter: Jardel Gama
 
 
A Secretaria de Estado de Saude de Minas Gerais (SES) reforça a importância da vacinação contra a doença, que é definida pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges, e que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. 
A coordenadora estadual de imunizações da SES, Josianne Gusmão, afirma que as vacinas são consideradas uma das principais e mais relevantes intervenções em saúde pública no Brasil, em especial pelo importante impacto obtido na redução de doenças. ‘O indivíduo que não se vacina coloca não só a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças”, alerta a coordenadora.
Casos da doença ocorrem ao longo de todo o ano, sendo a versão bacteriana mais comum no inverno e, a viral, no verão. Além das vacinas contra alguns tipos de meningite, medidas preventivas, como manter ambientes ventilados e arejados e lavar as mãos frequentemente, ajudam a interromper a disseminação de muitos vírus e bactérias causadoras da doença. Evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres também é uma forma de prevenção.
 
Dados em Minas Gerais
Em 2019, até o momento, foram confirmados 149 casos de meningites e 19 mortes pela doença no estado. Esses casos correspondem a todos os tipos da enfermidade. Em relação à doença meningocócica, foram confirmados, até o momento, 10 casos e 4 óbitos. Todos os casos suspeitos de meningite devem ser notificados aos serviços de saúde pública, imediatamente, para que as medidas de prevenção e controle sejam efetivadas de forma oportuna.
 
Como é feito o tratamento?
Devido à gravidade, os casos suspeitos de meningite sempre são internados. Por esse motivo, ao se suspeitar da ocorrência da doença, é fundamental a ida até a urgência ou emergência mais próxima para devida avaliação médica.
 
Para o tratamento das meningites bacterianas são administrados antibióticos, em ambiente hospitalar. Para as meningites virais, na maioria dos casos, não se faz tratamento com medicamentos antivirais. Em geral, as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade e se recuperam espontaneamente. Porém, alguns vírus, como herpes e influenza, podem provocar meningite e, neste caso, é indicado o uso de antiviral. “A devida conduta sempre será determinada pela equipe médica que acompanha o caso. Por isso, é de fundamental importância que o indivíduo não deixe de procurar acompanhamento médico”, analisa a referência técnica em meningites da SES, Fernanda Barbosa.
Nas meningites fúngicas, o tratamento em geral é mais longo e, de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente, altas e prolongadas dosagens de medicação são necessárias. “Nesses casos, a resposta ao tratamento dependerá da imunidade da pessoa. Pacientes que vivem com HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunodepressoras, por exemplo, são tratados com maior rigor e cuidado pela equipe médica”, avalia Fernanda.
 
Nas meningites causadas por parasitas, tanto o medicamento contra a infecção, como as medicações para alívio dos sintomas, são administradas pela equipe médica. Nestes casos, os sintomas como dor de cabeça e febre são bem fortes e a medicação de alívio dos sintomas se faz tão importante quanto o tratamento em si contra o parasita em questão.
Vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde
O SUS oferta no Calendário Básico de Imunização vacinas que protegem contra vários agentes causadores de meningite. São elas: A BCG (Meningite Tuberculosa), a Tríplice Viral (Meningite por sarampo e caxumba), a Pentavalente (meningite por Haemofilos influenzae b em crianças abaixo de 5 anos), meningocócica C conjugada e vacinas pneumocócicas conjugadas 10 valente (meningite pneumocócica – 10 tipos).
 
Sinais da doença
Os sintomas da meningite podem surgir de forma repentina e se caracterizam por febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Manchas avermelhadas também podem surgir nas formas mais graves da doença, além de confusão mental, sonolência e dificuldade para acordar.
“Em recém-nascidos e lactantes, é comum surgir irritação, cansaço e falta de apetite. É importante observar a presença de qualquer um desses sinais e caso sejam detectados, o cidadão deve procurar imediatamente por assistência médica para iniciar o tratamento o mais rápido possível, caso necessário”, informa Fernanda Barbosa.