(Foto: SAMU)
Repórter: Jardel Gama
 
 
   Integrantes da Equipe do Suporte Aéreo Avançado de Vida (SAAV) do SAMU Macro Norte e do Corpo de Bombeiros passaram por um intenso treinamento com a aeronave utilizada para o atendimento do serviço de urgência e emergência,na manhã desta terça-feira (12), no Aeroporto Mário Ribeiro, em Montes Claros.
 
  A capacitação trouxe uma novidade: a utilização de um guincho elétrico que possibilita o desembarque durante o voo e o içamento dos socorristas e das vítimas, para dentro do helicóptero. O equipamento é empregado em missões de resgate em áreas de vegetação que impeçam o pouso da aeronave, como em edificações, e, principalmente, serras e montanhas que são características geográficas de Minas Gerais.
 
 O novo equipamento, que suporta mais de 200 quilos, possui um cabo de aço que tem como função descer a pessoa ao chão e um gancho que é acoplado diretamente no cinto do socorrista. A operação, que também consiste em a aeronave ter que fazer voos em altitudes baixas, para vasculhar o terreno em busca da vítima, exige perícia e muita precisão do piloto para que o transporte aéreo pare no ar e a equipe possa descer com segurança.
 
  A médica Larissa Campos da Rocha Veloso, que faz parte da equipe do SAAV, participou do treinamento e acredita que a capacitação garante um atendimento adequado à vítima e deixa os profissionais sempre preparados para as adversidades.
 
O capitão do Corpo de Bombeiros e piloto do SAAV, Davi Lucas Soares, destaca que o novo equipamento
instalado no helicóptero é moderno e facilita o resgate de vítimas. “Faz parte da nossa rotina atender ocorrências em zonas com cachoeiras, encostas de montanhas, até mesmo em áreas com obstáculos em que não conseguimos fazer o pouso da aeronave. Dessa forma, a utilização do guincho elétrico agregará muito valor às operações, pois facilitará as nossas intervenções e trará segurança a todos” analisa o Capitão Davi Lucas.
 
 O médico chefe do Suporte Aéreo do SAMU, Antônio Cedrim, salienta que, sabendo do relevo encontrado em Minas Gerais, a atuação e o uso do acessório na maioria das vezes se dá em cachoeiras. “Não é comum ser utilizada no dia a dia, de uma forma rotineira, por isso é  necessário realizar treinamentos para se familiarizar com o equipamento e conhecer com o que se está trabalhando para saber operá-lo na hora que for necessário”, finaliza.